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Belem
Belem, Brazil

Projeto de Pavimento Flexível em Belém: Desempenho Garantido para Vias na Região Amazônica

A prensa de compressão do nosso laboratório em Belém aplica 50 kN de carga sobre corpos de prova asfálticos a 25°C, simulando a fadiga que uma avenida sofre ao longo de dez anos de operação. Antes de misturar o CAP 50/70 com agregados, realizamos a caracterização completa dos materiais. É ela que define a dosagem Marshall. Para a realidade de Belém, onde o tráfego de caminhões pesados no porto é diário, o projeto de pavimento flexível exige um dimensionamento que vá além da simples cópia de receitas de outras regiões. Precisamos entender a fundo o subleito argiloso que caracteriza a cidade. O ensaio CBR viário extrai amostras indeformadas desse solo para medir a real capacidade de suporte, um dado que entra direto no cálculo do número estrutural da via.

Dosamos a mistura asfáltica para resistir à fadiga que os corpos de prova revelam na prensa, não para repetir uma receita genérica.

Escopo do trabalho em Belem

Belém registrou 2.1 milhões de habitantes no último censo, uma mancha urbana em expansão sobre solos que quase sempre exigem reforço de subleito. Nosso projeto de pavimento flexível parte de um conceito simples: dissipar as tensões do tráfego em camadas. A capa asfáltica recebe a carga e a transmite para a base granular, que por sua vez a distribui sobre a sub-base até atingir o subleito. Para que isso funcione em Belém, cada camada tem espessura calculada com base no ISC (Índice de Suporte Califórnia) do solo local. A vida útil projetada para as vias que dimensionamos aqui é de 10 a 12 anos, contanto que a drenagem seja bem executada.

Especificamos misturas densas com faixa granulométrica C do DNIT, que oferecem melhor vedação contra as chuvas torrenciais de abril. A estabilidade Marshall mínima que adotamos é de 500 kgf, com fluência entre 2 e 4 mm. O Vv (volume de vazios) fica controlado entre 3% e 5% para evitar o desgaste prematuro por oxidação do ligante. Nosso laboratório executa a dosagem experimental, molda os corpos de prova e rompe cada um deles para validar a fórmula antes da usinagem.
Projeto de Pavimento Flexível em Belém: Desempenho Garantido para Vias na Região Amazônica
Projeto de Pavimento Flexível em Belém: Desempenho Garantido para Vias na Região Amazônica
ParâmetroValor típico
Tráfego de projeto (Número N)10⁶ a 5x10⁷ solicitações do eixo padrão (8.2 tf)
Estabilidade Marshall mínima500 kgf (DNIT 043/2004)
Volume de vazios (Vv)3% a 5%
Relação betume-vazios (RBV)65% a 75%
Índice de Suporte Califórnia (ISC/CBR)Subleito ≥ 6%, Base ≥ 80% (expandido < 0.5%)
Temperatura de compactação Marshall145°C a 155°C (CAP 50/70)
Deflexão máxima admissível (Viga Benkelman)Dadm calculada por DNER-PRO 011/79

Desafios técnicos típicos em Belem

O subsolo de Belém é dominado por argilas moles da Formação Barreiras e sedimentos quaternários, com lençol freático a menos de 2 metros de profundidade em vastas áreas da cidade. Ignorar essa condição leva ao bombeamento de finos. A água sobe pelas juntas e trincas sob a ação do tráfego pesado, carregando o solo da base e criando cavidades sob o revestimento. Em menos de dois anos, surgem panelas e afundamentos generalizados. Outro risco é o trincamento por fadiga precoce quando a espessura da capa é subdimensionada para o número N real da via. Belém concentra corredores de ônibus e acesso portuário com cargas acima da média urbana. Nosso dimensionamento considera a deflexão admissível calculada com retroanálise de bacias deflectométricas. Assim garantimos que a estrutura trabalhe no regime elástico, sem deformação permanente.

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Normas aplicáveis: DNIT 031/2006 - Pavimentos flexíveis - Concreto asfáltico - Especificação de serviço, DNIT 043/2004 - Projeto de restauração de pavimentos flexíveis, ABNT NBR 7207:1982 - Terminologia e classificação de pavimentação, DNER-PRO 011/79 - Avaliação estrutural de pavimentos flexíveis (Viga Benkelman), ABNT NBR 12255:1992 - Execução de aterros - Procedimento

Nossos serviços

Nossa atuação em Belém envolve duas frentes complementares. A primeira define a estrutura do pavimento com base em dados reais do solo. A segunda ajusta a fórmula da mistura asfáltica para o clima equatorial. Confira como cada etapa se conecta ao resultado final.

Dimensionamento Estrutural e Mecanística de Pavimentos

Calculamos as espessuras das camadas de reforço, sub-base, base e revestimento usando o método do DNER adaptado à realidade de Belém. Partimos do ISC do subleito, definimos o número N e aplicamos os ábacos de dimensionamento para obter a estrutura mais econômica. Para corredores de tráfego crítico, empregamos análise mecanística com software de elementos finitos que simula a resposta da estrutura sob carga real.

Dosagem Marshall e Controle Tecnológico da Mistura Asfáltica

Em nosso laboratório central, dosamos a mistura betuminosa pelo método Marshall, definindo o teor ótimo de CAP 50/70. Moldamos 15 corpos de prova por faixa, variando o teor de ligante, e medimos estabilidade, fluência e densidade aparente. A fórmula aprovada é entregue com a curva granulométrica da mistura, o consumo de ligante por tonelada e os parâmetros de Vv e RBV dentro das faixas especificadas.

Perguntas e respostas

Qual o custo médio de um projeto de pavimento flexível em Belém?

Um projeto completo, incluindo sondagens, ensaios de CBR, dosagem Marshall e dimensionamento estrutural, tem valor a partir de $100.000. O preço final depende da extensão da via e da complexidade do tráfego. Para uma avenida de 2 km com tráfego médio, o orçamento se mantém nessa faixa inicial.

Em quanto tempo entregam o projeto executivo de pavimentação?

O prazo médio é de 20 dias úteis. Precisamos de 7 dias para a cura dos corpos de prova de CBR, mais 5 dias para a moldagem e rompimento Marshall e o restante para os cálculos estruturais e desenhos. Se houver urgência, podemos antecipar a campanha de campo para agilizar.

O projeto considera o risco de alagamento nas vias de Belém?

Sim. Especificamos uma declividade transversal mínima de 2% e dispositivos de drenagem subterrânea quando o lençol freático está alto. Além disso, selecionamos uma faixa granulométrica mais fechada (tipo C do DNIT) para reduzir a permeabilidade do revestimento e evitar que a água infiltre e sature a base.

Cobertura em Belem