A prensa de compressão do nosso laboratório em Belém aplica 50 kN de carga sobre corpos de prova asfálticos a 25°C, simulando a fadiga que uma avenida sofre ao longo de dez anos de operação. Antes de misturar o CAP 50/70 com agregados, realizamos a caracterização completa dos materiais. É ela que define a dosagem Marshall. Para a realidade de Belém, onde o tráfego de caminhões pesados no porto é diário, o projeto de pavimento flexível exige um dimensionamento que vá além da simples cópia de receitas de outras regiões. Precisamos entender a fundo o subleito argiloso que caracteriza a cidade. O ensaio CBR viário extrai amostras indeformadas desse solo para medir a real capacidade de suporte, um dado que entra direto no cálculo do número estrutural da via.
Dosamos a mistura asfáltica para resistir à fadiga que os corpos de prova revelam na prensa, não para repetir uma receita genérica.
Escopo do trabalho em Belem
Especificamos misturas densas com faixa granulométrica C do DNIT, que oferecem melhor vedação contra as chuvas torrenciais de abril. A estabilidade Marshall mínima que adotamos é de 500 kgf, com fluência entre 2 e 4 mm. O Vv (volume de vazios) fica controlado entre 3% e 5% para evitar o desgaste prematuro por oxidação do ligante. Nosso laboratório executa a dosagem experimental, molda os corpos de prova e rompe cada um deles para validar a fórmula antes da usinagem.

Desafios técnicos típicos em Belem
O subsolo de Belém é dominado por argilas moles da Formação Barreiras e sedimentos quaternários, com lençol freático a menos de 2 metros de profundidade em vastas áreas da cidade. Ignorar essa condição leva ao bombeamento de finos. A água sobe pelas juntas e trincas sob a ação do tráfego pesado, carregando o solo da base e criando cavidades sob o revestimento. Em menos de dois anos, surgem panelas e afundamentos generalizados. Outro risco é o trincamento por fadiga precoce quando a espessura da capa é subdimensionada para o número N real da via. Belém concentra corredores de ônibus e acesso portuário com cargas acima da média urbana. Nosso dimensionamento considera a deflexão admissível calculada com retroanálise de bacias deflectométricas. Assim garantimos que a estrutura trabalhe no regime elástico, sem deformação permanente.
Nossos serviços
Nossa atuação em Belém envolve duas frentes complementares. A primeira define a estrutura do pavimento com base em dados reais do solo. A segunda ajusta a fórmula da mistura asfáltica para o clima equatorial. Confira como cada etapa se conecta ao resultado final.
Dimensionamento Estrutural e Mecanística de Pavimentos
Calculamos as espessuras das camadas de reforço, sub-base, base e revestimento usando o método do DNER adaptado à realidade de Belém. Partimos do ISC do subleito, definimos o número N e aplicamos os ábacos de dimensionamento para obter a estrutura mais econômica. Para corredores de tráfego crítico, empregamos análise mecanística com software de elementos finitos que simula a resposta da estrutura sob carga real.
Dosagem Marshall e Controle Tecnológico da Mistura Asfáltica
Em nosso laboratório central, dosamos a mistura betuminosa pelo método Marshall, definindo o teor ótimo de CAP 50/70. Moldamos 15 corpos de prova por faixa, variando o teor de ligante, e medimos estabilidade, fluência e densidade aparente. A fórmula aprovada é entregue com a curva granulométrica da mistura, o consumo de ligante por tonelada e os parâmetros de Vv e RBV dentro das faixas especificadas.
Perguntas e respostas
Qual o custo médio de um projeto de pavimento flexível em Belém?
Um projeto completo, incluindo sondagens, ensaios de CBR, dosagem Marshall e dimensionamento estrutural, tem valor a partir de $100.000. O preço final depende da extensão da via e da complexidade do tráfego. Para uma avenida de 2 km com tráfego médio, o orçamento se mantém nessa faixa inicial.
Em quanto tempo entregam o projeto executivo de pavimentação?
O prazo médio é de 20 dias úteis. Precisamos de 7 dias para a cura dos corpos de prova de CBR, mais 5 dias para a moldagem e rompimento Marshall e o restante para os cálculos estruturais e desenhos. Se houver urgência, podemos antecipar a campanha de campo para agilizar.
O projeto considera o risco de alagamento nas vias de Belém?
Sim. Especificamos uma declividade transversal mínima de 2% e dispositivos de drenagem subterrânea quando o lençol freático está alto. Além disso, selecionamos uma faixa granulométrica mais fechada (tipo C do DNIT) para reduzir a permeabilidade do revestimento e evitar que a água infiltre e sature a base.